sábado, 7 de junho de 2014

RECURSOS E ESTRATÉGIAS EM BAIXA TECNOLOGIA PARA ALUNOS COM AUTISMO



A National Autistic Society (2009) apud Bez (2014) conceitua autismo como uma deficiência vitalícia do desenvolvimento que afeta os processos de comunicação e relacionamento do sujeito com outra pessoa. As características que classificam o Transtorno do Espectro Autista, segundo Bez (2014), pautam-se na Tríade Wing, (comportamento, interação social e comunicação).
Com o intuito de ajudar e ampliar as formas de comunicação destes alunos, foi selecionado na internet alguns recursos e estratégias em baixa tecnologia para o estímulo da linguagem. Esses estímulos devem ser disponibilizados por meio de atividades que lhes interessem e que tenham significado.  
Estes estímulos são necessários porque, como afirma Browning (2008) apud Bez e Passerino (2009): “(...) a comunicação causa um impacto nas pessoas em sua: independência, iniciativa, produtividade, auto-estima, integração e aprendizado” (p. 4). Bez acrescenta que os “Déficits no desenvolvimento da linguagem acarretam déficits em outras áreas do desenvolvimento como cognitivo, emocional e social” a autora acrescenta ainda que “Para estas pessoas, sistemas de comunicação alternativa e aumentativa podem ser recursos importantes para a promoção de seu desenvolvimento” (2014a, p. 2).
Assim com o intuito de contribuir para amenizar ou sanar esta problemática junto aos alunos com autismo que estão inclusos no ensino regular, foi realizado uma pesquisa na internet a respeito de recursos e estratégias em baixa tecnologia para apoiar o desenvolvimento da comunicação em alunos com autismo. 

Cartões de comunicação  
 A utilização deste recurso possibilita além da comunicação, o trabalho com conteúdos didáticos específico da série que o aluno está matriculado.

A partir da coleção dos cartões de comunicação pode ser elaborada uma prancha de comunicação com alfabeto, sílabas, símbolos, fotos ou figuras, de acordo com o que o professor deseja trabalhar.  



Estas variações se dão de acordo com a necessidade do professor e do aluno incluso. Belisário (2010) diz que “Na inclusão escolar, a criança com TGD tem a oportunidade de vivenciar a alternância entre aquilo que acontece todos os dias da mesma forma e aquilo que acontece de forma diferente” e ainda que a “alternância permite o acumulo de experiência que irá tornar o ambiente social menos imprevisível”. Acrescenta que: “a escola é fonte de aprendizados provenientes da experiência sistemática com as situações sociais, sob a mediação da escola, de modo a ampliar para essa criança seus recursos para fazer antecipações”.


REFERÊNCIAS 
 
BELISÁRIO FILHO, José Ferreira. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: transtornos globais do desenvolvimento / José Ferreira Belisiário Filho, Patrícia Cunha. Brasília: Ministério da Educação, secretaria de Educação Especial; [Fortaleza]: Universidade Federal do Ceará, 2010. v. 9. (Coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar).
BEZ, M. R. Comunicação Alternativa e TEA. In: Curso de Atendimento Educacional Especializado. Disciplina: AEE E TGD. 2014.
BEZ, M. R.; PASSERINO, L. M. Applying Alternative and Augmentative Communication to an inclusive group. In: WCCE 2009 - Education and Technology for a Better World Monday, 2009, Bento Gonçalves-RS. WCCE 2009 Proceedings - Education and Technology for a Better World Monday. Germany: IFIP WCCE, 2009. v. 1. p. 164-174. Traduzido. Aplicando a Comunicação Aumentativa e Alternativa numa turma inclusiva.
Imagens. Disponível em: http://www.assistiva.com.br/ca.html#topo. Acessado em: 03/06/14.







4 comentários:

  1. olá Lucélia! o texto produzido por você é de suma importância para ajudar o professor a desenvolver as habilidades dos alunos com autismo. Sendo assim, os cartões de comunicação é uma estratégia importante para ajudar o aluno no processo ensino aprendizagem.

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  2. Seu trabalho está bem elaborado colega Lucélia,
    Com o desenvolvimento desses recursos em sala promoverá vida independente e inclusão de pessoas autistas ou com deficiência, tornando sua vida mais fácil no desenvolvimento de atividades do seu cotidiano. O rompimento dessas barreiras os tornará pessoas participativas e independentes na escola, no meio social e no convívio familiar.

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  3. Essa ferramenta proporciona ao professor e aos familiares, maior interação com a pessoa com autismo, possibilitando o desenvolvimento de relações sociais, linguagem, comportamento, contribuindo para o bem estar e o seu desenvolvimento gradativo.

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  4. Os cartões de comunicação são excelentes recursos para facilitar o cotidiano dos alunos com autismo, já que a maioria deles apresentam dificuldades em se comunicar. Essas estratégias podem ser utilizadas tanto na sala comum, como no AEE. Parabéns pelo seu trabalho!

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