sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A HISTÓRIA DOS TRÊS PORQUINHOS COM AUDIODESCRIÇÃO E SEU USO PEDAGÓGICO.



A prática inclusiva deve atender as demandas da diversidade humana e a audiodescrição justifica a necessidade para o pleno desenvolvimento das pessoas com deficiência visual. Para Eliana Franco (2013) audiodescrição é um recurso que consiste na tradução de imagens em palavras. Já a Portaria nº 310/2006, define audiodescrição como: "uma locução, em língua portuguesa, sobreposta ao som original do programa, destinada a descrever imagens, sons, textos e demais informações que não poderiam ser percebidos ou compreendidos por pessoas com deficiência visual". Na internet há sites com materiais afinados nesta proposta. Há histórias, filmes, tirinhas.



Como forma de enriquecer o processo de ensino e aprendizagem indicamos a utilização da história: Os três porquinhos, como audiodescrição. Disponível no link: http://www.youtube.com/watch?v=22cmg2wNiRs
 

Com este material educandos com deficiência visual se beneficia no acesso à cultura ao mesmo tempo em que o restante da turma. Havendo diversas outras formas de explorar este recurso. Pode-se trabalhar com a transversalidade deste recurso, por exemplo, numa atividade coletiva propor atividade de interpretação oral e/ou escrita. Bem com solicitar a descrição por escrito, de informações contidas na história podendo ser aproveitadas nas aulas de língua portuguesa. Também pode ser considerado a importância de democratizar as informações e conhecimentos e promover em sala de aula a exposição ou recontagem da história. Promover reflexão e sensibilização sobre a inclusão social das pessoas com deficiência visual e a audiodescrição fortalecendo a máxima de que a inclusão só poderá ser construída por intermédio da perpetuação de práticas acessíveis. Há também a possibilidade de trabalho com os tipos de moradias.
Educar na perspectiva inclusiva exige acreditar na capacidade humana em adaptar-se e aprender. Todo educador deve incorporar à sua prática docente metodologias acessíveis.



Referências: 

FRANCO, Eliana. Definições. Disponível em: http://www.vercompalavras.com.br/definicoes. Acesso em: 04/11/13.

Os três porquinhos. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=22cmg2wNiRs. Acesso em: 29/11/2013.

Portaria nº 310/2006. Ministério das Comunicações aprova normas complementares para serviços de radiodifusão de sons, imagens e televisão. Disponível em: http://www.acessobrasil.org.br/index.php?itemid=723. Acesso em: 29/11/2013.

sábado, 19 de outubro de 2013

A INFLUÊNCIA DOS JOGOS NO DESENVOLVIMENTO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO CONTEXTO DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE)



Por Lucélia Moreira Guedes de Souza

O aluno com deficiência intelectual apresenta dificuldade de acompanhar a turma, pois apresenta dificuldade de construir conhecimento como os demais alunos (BATISTA; MANTOAN, 2007).
O desenvolvimento cognitivo de uma criança baseia-se na Memória, na Atenção, na Transferência de Conhecimento, na Metacognição e na Motivação, que se constituem nos mecanismos de aprendizagem.
As crianças com deficiência Intelectual apresentam um desenvolvimento diferenciado, conforme afirma Figueiredo:

As pesquisas desenvolvidas no âmbito da teoria estrutural-diferencial sugerem que as pessoas com deficiência intelectual apresentam as seguintes características: dificuldade para fazer transferência de informação utilizando estratégias adequadas (ELLIS, 1969, 1970), dificuldade de planejamento e de estocagem de informação apresentando déficit de memória (ELLIS, 2008; ELLIS; DEACON; WOOLDRIDG, 1985; SMART; O'GRADY; DAS, 1982) e ainda dificuldade para organizar estímulos e informações (FIGUEIREDO; POULIN, 2008; PAOUR, 1988; SPITZ, 1966). (2012, p. 12).

Assim as estratégias lúdicas têm especial importância para os alunos com Deficiência Intelectual. Por isso sugiro o jogo: Bingo da Higiene Pessoal, proposto por Vasconcelos (2009):


Descrição do Jogo:
- Primeiro passo: Fazer as impressões;
- Segundo passo: Recortar as fichas para o sorteio e as cartelas para os alunos. Obs.: pode-se criar outras cartelas conforme o número de participantes;
- Terceiro passo: Distribuir as cartelas para cada aluno, se o número de alunos for muito grande, uma sugestão seria formar grupos, mas o interessante seria cada um receber uma cartela;
- Quarto passo: começar o bingo da seguinte maneira:
O Professor sorteia a primeira ficha, por exemplo, foi sorteado a ficha “sabonete”. A criança que tiver em sua cartela a marca ou a pinta. Repetir o processo até que alguém preencha toda a cartela.
Quem conseguir preencher toda a cartela primeiro grita “BINGO”, ganhando o jogo.


Sugestão de Aplicabilidade, mecanismos de aprendizagem que serão estimulados e Intervenção do professor do AEE:


O Bingo é uma maneira simples, prática e divertida de ter um instrumento de ajuda na aplicação de alguns conteúdos. O professor do AEE pode utilizar esse tipo de jogo para o ensino de diversos conteúdos, sendo um método menos desgastante para criança além de colaborar na criação de estratégias metacognitivas, da memória, da atenção, da capacidade de transferir aprendizagem para novos contextos, bem como serve de motivação em diversas situações, além de desenvolver a motricidade.
O jogo com o Bingo da Higiene Pessoal possibilita constante intervenção diante do aluno com deficiência intelectual quanto às estratégias do jogo, as regras, o conteúdo que este traz ‘higiene pessoal’, a aplicabilidade deste no cotidiano, a exploração da leitura da palavra de cada ficha bem como a nomeação de cada figura, avaliação do tempo que o aluno permanece atento no jogo.

REFERENCIAS:
BATISTA, Cristina Abranches Mota; MANTOAN, Maria Teresa Eglêr. Atendimento Educacional Especializado em Deficiência Mental. GOMES, Adriana L. Limaverde; FERNANDES, Ana Costa; BATISTA, Cristina Abranches Mota; SALUSTIANO, Dorivaldo. et al. Atendimento Educacional Especializado em Deficiência Mental. MEC/SEEP, 2007.

FIGUEIREDO, Rita Vieira de. Deficiência Intelectual: cognição e leitura. Fortaleza (CE): Edições UFC, 2012. (Capítulo I). 

VASCONCELOS, Adson; BELEZA, Fernanda; VILAÇA, Regina. et al. Oficina de Jogos. São Paulo: Rideel, 2009.  

domingo, 1 de setembro de 2013



RECURSO DE TECNOLOGIA ASSISTIVA – CONTEXTO ESCOLAR

CONCEITO DE TECNOLOGIA ASSISTIVA (T.A.):
O Comitê de Ajudas Técnicas - CAT, instituído pela Portaria n° 142, de 16 de novembro de 2006 propõe o seguinte conceito para a tecnologia assistiva: "Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social" (Ata VII - Comitê de Ajudas Técnicas – CAT; Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência – CORDE; Secretaria Especial dos Direitos Humanos - Presidência da República).

EXEMPLO DE T.A. UTILIZADA NO CONTEXTO ESCOLAR POR ALUNOS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA

- Engrossadores de Lápis, Pinceis, Talheres:

- Descrição:
Pode ser feito com espuma macia, emborrachados (EVA).

- Sugestões para a aplicabilidade:
Em atividades de pintura e de escrita.

- Habilidade funcional do estudante que poderá ser ampliada:
Coordenação Motora, além de favorecer a autonomia e independência em atividades rotineiras do contexto escolar, além de facilitar a utilização destes materiais, como o lápis sem necessitar de auxílio de terceiros.


Sugestões de sites:
Site com adaptação de Vestuário: http://www.mnsuprimentos.com.br/menu/?p=450#topo
Site com diversas adaptações: http://tecassistiva.blogspot.com.br/2011/06/categorias-de-tecnologias-assistivas.html